domingo, 20 de março de 2011

Capitulo 9: quem devo proteger - Parte 1


Pois bem, não sei como ele tinha descoberto isso, mas não ia cair no seu jogo de novo.
__Realmente não sei do que esta falando - falei tentando fingi sobre o fato - você sabe o quanto o que você ta dizendo parece ridículo? - falei  isso dando um leve risada nervosa.
Estava fazendo o máximo para tentar enganá-lo, mas nunca fui muito bom em fingi algo, o que parece realmente estranho. No momento em que eu tentava desmenti o que o Paulo estava falando, ele me agarrou, colocou os dos braços em volta do meu pescoço, e colocou o rosto dele, bem perto do meu, estava na frente do colégio, não havia ninguém lá na frente, já que havia terminado o intervalo, estava lá só eu e o Paulo, naquela cena. Não conseguia entende, aquilo, por que ele tava me abraçando, o corpo dele perto do meu, senti sua respiração, perto de mim, aquela sensação que eu nunca havia experimentado antes. Como alguém que disse que me odiava agora estava fazendo isso, será que ele me amava? Também era gay e apenas estava com medo de tudo e de todos? Não sei, mas naqueles cincos segundos que ficamos naquela posição, eu não consegui me agüentar, meu coração batia rapidamente, minha respiração a mil, não conseguia senti minha barriga, de tão gelada que ela estava, e eu nunca sinto frio, era algo diferente de tudo que tinha sentindo. Ele levemente ia juntando os lábios aos meus, quando no meio de toda aquela pressão, eu não conseguir controla meus poderes, congelei completamente o chão, em uma circunferência de 60 centímetros de raio eu acho. Olhei para o Paulo, seus lábios estava ficando levemente roxos, era visível o ar frio saindo de sua boca ao respirar, não havia ninguém que tinha percebido aquilo, as poucas pessoas que passaram ainda de longe não prestaram atenção, acho que por que estava desviando seus olhares daquela cena não tão convencional de dois caras se abraçando e quase se beijando. Quando olhei para o Paulo, ele rapidamente se afastou, estava tremendo de frio ao se afasta quase escorregou na fina camada de gelo que cobria o chão, ele estava respirando, ofegante.
__Me desculpa Paulo - falei com ele preocupado que ele tivesse se machucado, e fui em direção dele, ele rapidamente mostrou uma expressão de espanto e disse:
__Não encoste em mim! - parecendo assustado - então é verdade, você tem realmente poderes, todas as vezes que eu sentia frio perto de você, era por sua causa - ele falou e balançou a cabeça num sinal de que estava abalado, já não tinha como esconde dele a verdade, então resolvi tenta confia nele
__Tudo bem você tem razão, eu tenho poderes, mas acredite em mim, eu não queria machucá-lo, somen...
__Olha, vamos ir direto ao assunto, quero que você mate alguém para mim – interrompeu ele bruscamente
__Sabe eu to devendo dinheiro para uma pessoa, você pode matá-la, ninguém teria como prova que foi você, poderia apenas transformá-lo em picolé - ele falou de uma maneira tão fria, parecia que estava falando algo do tipo “como foi o jogo?”
Apenas ouvia e olhava pra ele e imaginava, como eu podia esta tão errado sobre uma pessoa, sempre imaginei o Paulo um cara amigo, ele sempre me ajudava na escola, ele conversava comigo nas aulas, no time de futebol, a carona que ele me deu, e agora, não sei mais, naquela hora perdi parte da fé que tinha nos humanos.
__Em troca eu fodo com você durante uma semana, mas vou logo dizendo eu ate beijo, mas não dou, nem chupo - disse ele como se sexo comigo fosse moeda de troca
O mais patético, é que por um milésimo de segundo eu pensei em aceitar aquilo, tava me sentido humilhado, me sentia um lixo, ao ouvi aquilo me lembrei do que o Inferno tinha dito sobre congela o cérebro de alguém da escola que eu não gostasse.
__Você é incrivelmente digno de pena Paulo - falei isso enquanto olhava para ele, um olhar sem expressão, um olhar de ódio, algo que nunca tinha feito antes.
__Você não tem escolha, se não fizer isso eu conto para todo mundo sobre seus poderes, e você vai ta ferrado - falou ele de maneira desesperada.
No momento que ele falou aquilo dei uma pequena risada, uma risada que realmente o assustou, aquela pessoa não parecia ser eu.
__Então você esta sendo idiota o suficiente para  me chantagear - continuei dessa vez rindo um pouco mais devagar -  você realmente seria muito idiota, em fazer isso, afinal quem acreditaria
em você, alem do mais você não sabe contra que esta se mantendo - parei de rir, e lhe mostrei um olhar intimidador - se você sabe o que é melhor para você Paulo, sugiro que me deixe em paz - e sai andando em direção a minha  casa deixando Paulo realmente assustado.
Ainda antes de perdê-lo totalmente de vista eu ouvi algo como um “que tal duas semanas?”.
Aquilo realmente me fez pensa, quem era aquele Tom? Pensei realmente em matá-lo, mas não posso fazer isso, não estava certo. Mas uma coisa era certa, o que sentia pelo Paulo morreu naquela quarta, e mais, no que eu devo confia no final das contas?

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